segunda-feira, 10 de setembro de 2007

forma desforma reforma.

eu fecho os olhos e tem uma esquina a minha frente. ali quebrei uma perna, os dois braços, e onde as entranhas se estranharam.

projeção pra mim é coisa séria. eu fecho os olhos e inúmeros números letras olhos bocas narizes e testas entornam no chão. onde eu me deito pra poder contemplar.
queria minha subjetividade longe de mim por hoje...
mas veja bem, isso é puro realismo: eu fecho os olhos e tem mesmo uma esquina a minha frente. da marechal com aquela rua perpendicular à boulevard, sabe? e sabe-se lá o que isso quer dizer. eu queria dar meia volta e...continuar. andando ou ali. não necessariamente andando por ali.
mas isso tudo é só pra dizer que eu não falei de flores...

querem me internar agora ou depois?

o que eu quero dizer é que, como santos é muito pequeno, pacato, igual e sem graça, quando eu fecho os olhos o que me vem é essa esquina, que provavelmente, mesmo sem lembrar voluntariamente, conscientemente, concretamente, minha alma e eu, ou só minha alma passaram muitas vezes. e aí, cá estou, querendo mudar-me de lá, ou fixar-me. ou fixar-me nos últimos pensamentos que passaram por lá comigo...e mesmo que não seja melancólico, distante o bastante pra ser bonito...passaram...e é aí que eu entendo quando se vê flores em alguma coisa...e por isso que eu digo, projeção é coisa séria...

Um comentário:

yellowpost disse...

coisa muito séria mesmo!
mas como saber distinguir...?
tem hora que penso que não se fica cego só por paixão...