Eu tenho deitado vazia, levantado cheia de lapsos de inspiração que esqueço em questão de segundos, vazia no banho, vestida de água, surpresa só pelo aro da bicicleta não ter se partido em 37 pedaços depois do tombo que eu quase levei, corrido sem chegar a nenhum lugar por que é assim que muda-se alguma coisa em algum lugar: sem a esperança de alterar nada em volta...
Tenho visto meu sorriso por uma bobagem qualquer, que talvez até desse poesia, mas não quero fazer poesia por que não quero eufemismos no que já é um eufemismo por natureza...
E é um vazio, uma simplicidade e uma passividade de tamanha alegoria. Um vazio cheio de folhas, de branco, de calma, sem espera nenhuma de nada e com uma ligeira vontade de não sair da onde eu ando, de não sair de foco, exatamente por não ter foco nenhum. De simplificar o que tem que ser sempre complicado pra não parecer rude, mesmo que não tenha nem o que simplificar. De deixar as coisas passarem e se ver passar com elas...
Comprei uma cartolina pra me lembrar de coisas que eu costumo esquecer, e vi que esse monte de coisa em mim que eu sempre me empenhei em decodificar era só o que não devia ser decodificado por que um monte de coisa junta ao mesmo tempo é o que dá o resultado de uma coisa só e isso sim é. E ser não é pra ser decodificado...nem codificado
Bom, eu nunca tive ritmo anyway...
terça-feira, 2 de outubro de 2007
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