E num impulso doce e sutil a noite chagou, chovia e nenhum deles sabia bem pra onde ir.
Sem pressa se olharam e não disseram nada. Enquanto um treinava pra pedir perdão o outro tremia esperando não ouvir nada, nem perdão, nem qualquer declaração. Um calava por não saber como dizer e o outro por não querer saber. Trocaram algumas palavras de rotina e seguiam tristes e calados. A chuva apertara e era melhor que esperassem em algum lugar.Invadindo o silencio a voz doce de um disse: Vamos tomar um chocolate quente?
E a voz insistente do outro respondia:Conhaque?! O silencio voltou e eles entraram no primeiro lugar, um pediu chocolate quente e o outro conhaque.Mas agora o que dizer?!Mas agora como não ouvir?! Frases escritas e esquecidas, e a tentativa de se nivelar pra tentar acompanhar um ao outro, mas já não estavam acompanhados. As cores se tornaram preto e branco, a ausencia de todas e todas, e a poesia passou no limiar do instante entre samba em preludio à travessia.
Mas com o tempo parece que tudo muda...
um segue ao som de berimbau, repetindo quem é homem de bem não trai o amor que lhe quer seu bem, quem de dentro de si não sai vai morrer sem amar ninguém...
o outro ao som de vou deitar e rolar, repetindo voce já entrou na de voltar agora fica na tua que é melhor ficar...
...Final com Feliz não combina! E ainda falam sobre esse tal final feliz...
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
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